"Olhando o plano de fundo dessa
história, vemos uma desagregação familiar e uma total perda de valores
humanos na sociedade", expressou o bispo.
"Em primeiro lugar – declarou o Bispo –,
temos que olhar o fato pelo que aconteceu, uma violência. E foi
cometido contra uma pessoa que era menor de idade". O Prelado recordou
ainda que no dia 31 de maio, o Senado brasileiro aprovou projeto de lei
que prevê pena mais rigorosa para estupro cometido por duas ou mais
pessoas, podendo totalizar 25 anos de prisão.
Por outro lado, ressaltou que é preciso
"levar em consideração o que vemos por trás disso tudo", o "plano de
fundo dessa história".
"Os homens que cometeram tal crime são
pessoas que não têm valores religiosos, não têm formação familiar. A
própria menina começou muito nova uma vida sexual ativa, estava
envolvida naquele meio", indicou.
De acordo com ele, "isso é uma mostra de
uma sociedade em que os jovens vão muito cedo para bailes onde o
ambiente não é adequado, que possuem uma formação familiar ruim".
Além disso, observou que "este fato
reflete uma sociedade com total ausência de Deus", porque, "quando se há
a certeza que temos um Senhor, buscamos conter as nossas índoles
negativas, aprendemos a não tratar o outro como objeto e sim como um
irmão".
Em seguida, o Bispo de Petrópolis
mencionou como os depoimentos que surgiram após a divulgação do ocorrido
demonstram que "a moça tinha uma vida desagregada". Lembrou ainda que,
diante desses fatos, muitas pessoas passaram criticá-la, chegando até
mesmo a dizer que ela mereceu.
Entretanto, ressaltou que a adolescente "é vítima de uma sociedade que abandona seus filhos. A sociedade toda é vítima".
Além disso, o Prelado chamou a atenção
para outra situação, a das pessoas que vêm acusando a menina. "Vemos que
aqueles que criticam a jovem são os mesmos que pregam a morte da
sociedade, como por exemplo, o aborto. Reclamam da violência, mas pregam
outra violência".
Frente a esta realidade, Dom Gregório
Paixão indicou que a forma que a sociedade possui para evitar tais fatos
"é voltar ao seu fundamento que é o núcleo familiar, o qual muitos
políticos vêm buscando destruir com leis. Temos que retomar a
responsabilidade dos pais sobre seus filhos".
Quanto à Igreja, o Bispo reforçou que
deve insistir na defesa dos valores cristãos, "como uma voz que clama no
deserto". "Precisa seguir pregando os valores naturais, a família, não
pode desistir de mostrar o caminho da beleza e lutar contra uma cultura
de morte. É preciso continuar pregando o Evangelho da verdade",
concluiu.
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