"Temos de reconhecer que estamos perante
um fenômeno mundial que excede as competências de uma única comunidade
ou nação. Para vencê-lo, é preciso uma mobilização de dimensões
comparáveis às do próprio fenômeno. Por esta razão, lanço um veemente
apelo a todos os homens e mulheres de boa vontade e a quantos, mesmo nos
mais altos níveis das instituições, são testemunhas, de perto ou de
longe, do flagelo da escravidão contemporânea, para que não se tornem
cúmplices deste mal, não afastem o olhar à vista dos sofrimentos de seus
irmãos e irmãs em humanidade, privados de liberdade e dignidade, mas
tenham a coragem de tocar a carne sofredora de Cristo,[12] o Qual Se
torna visível através dos rostos inumeráveis daqueles a quem Ele mesmo
chama os «meus irmãos mais pequeninos» (Mt 25, 40.45)".
Ao final
da mensagem, Francisco convoca os cristãos para que sejam "artífices da
globalização da solidariedade e da fraternidade que possa devolver-lhes
a esperança e levá-los a retomar, com coragem, o caminho através dos
problemas do nosso tempo e as novas perspectivas que este traz consigo e
que Deus coloca nas nossas mãos".
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