A nossa família vai recebe-lo, da mesma
forma que o fez Maria e José. Nossa casa pode ser pequena, pode ser
pobre, isso não importa. O que importa é que tenha ali muito amor. Se
ele vem da parte do Pai para nos mostrar um rosto de misericórdia, a
condição para recebê-lo em casa é que a família seja também um ninho de
misericórdia. As nossas famílias receberam, neste ano, um imenso
presente do Papa Francisco com a realização do Sínodo dos Bispos. Foram
dois anos de preparação. O tema da Família, com sua beleza e seus
desafios, empolgou a Igreja no mundo inteiro. Nossas famílias saíram
fortalecidas. A Pastoral Familiar cresceu em todas as dioceses,
paróquias e comunidades e agora, após o Sínodo, qual é a tarefa que cabe
às nossas famílias? Como podemos agradecer esse presente que recebemos?
Nosso agradecimento é precisamente este:
ser o rosto maternal e misericordioso da Igreja neste Ano Santo da
Misericórdia. A Mãe Igreja precisa da Pastoral Familiar para mostrar aos
seus filhos o seu rosto de misericórdia. E esse rosto será tão mais
nítido quanto mais a Pastoral Familiar assumir seu papel na Igreja,
saindo em busca dos filhos mais afastados, mais fragilizados, mais
desamparados e feridos. O Natal, e todo este ano que aí vem, será
realmente bom, se encontrarmos de fato, e levarmos aos outros, o rosto
misericordioso de Deus.
Dom João Bosco Barbosa de Sousa, OFM
Bispo de Osasco (SP)
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB
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